Pular para o conteúdo principal

MANTRAS - OS SONS DA ILUMINAÇÃO

Resultado de imagem para MANTRAS - OS SONS DA ILUMINAÇÃO

MANTRAS - OS SONS DA ILUMINAÇÃO


Mantra – Os Sons da Iluminação - Blog Sobre Budismo 
Um mantra (tib. ngag sngags, jap. shingon), proteção mental, é uma série de sílabas místicas que invocam a energia de um Buda ou bodhisattva. A repetição (sânsc. japa) de mantras no Vajrayana é tão importante que obudismo esotérico também é chamado Mantrayana, o Veículo do Mantra. Existem também os dharanis, mantras mais longos, e as sílabas semente (sânsc. bija) que sintetizam a essência da mente iluminada.
(Caso você não consiga visualizar o vídeo, clique no link a seguir: Mantra do Buda da Medicina: TAYATA OM BEKANDZE BEKANDZE MAHA BEKANDZE RANDZE SAMUNGATE SOHA


Os antigos mahasanghikas tinham em seu cânone uma coleção especial de fórmulas mântricas chamada Dharani Pitaka ou Vidyadhara Pitaka. Os dharaniseram meios de fixar a mente sobre uma idéia ou pensamento, uma visão ou experiência obtida na meditação. Estes podem representar a quintessência de um ensinamento, assim como a experiência de determinados estados de consciência, que desta forma podem ser relembrados ou recriados deliberadamente a qualquer momento. Por isso também são chamados de suportes, receptáculos ou berços da sabedoria (sânsc. vidyadhara). Não são funcionalmente diferentes dos mantras, mas em certo grau nas suas formas, já que podem atingir uma extensão considerável e algumas vezes representam a combinação de vários mantras ou sílabas sementes (sânsc. bija-mantra), ou a quintessência de um texto sagrado. Eles eram tanto um produto quanto meio de meditação: “Através da meditação profunda (sânsc. samadhi), adquire-se uma verdade; através do dharani, ela é fixada e retida na memória”. [...] Nos textos páli mais antigos [da tradição Theravada], encontramos mantras de proteção ou parittas para afastar perigos, doenças, cobras, espíritos, influências nefastas e outras, assim como criar condições benéficas como saúde, felicidade, paz, um renascimento feliz, riqueza e assim por diante.
(Lama Anagarika Govinda, Foundations of Tibetan Mysticism)
O fundamento filosófico da escola hindu Mimamsa influenciou o uso demantras no budismo Mahayana e Vajrayana.



Caso você não consiga visualizar o vídeo, clique no link a seguir: Mantra do Buda Amitabha: Namo Amituofo

Em alguns sistemas hindus, diz-se que os mantras são sons primordiais que possuem poder em e por si mesmos. No tantra budista tibetano, os mantrasnão têm tal poder inerente — a menos que sejam recitados por alguém com uma mente focalizada, eles são apenas sons. Porém, para as pessoas com uma atitude adequada, os mantras podem ser poderosas ferramentas que ajudam no processo de transformação.
(John Powers, Introduction to Tibetan Buddhism)
Já que [as sílabas dos mantras] são os símbolos ou marcas do Dharma, elas são definidas como o selo de todos os budas. Já que a divindade e o mantranão são diferentes, elas são definidas com divindades por todos os yogis. Já que estas marcas têm a habilidade de abençoar o fluxo mental dos seres sencientes, elas são definidas com budas. Já que as bênçãos dos tathagatasestão misturadas com os fenômenos do amadurecimento kármico, elas são definidas como aparência. Já que a sabedoria dos budas abençoou as sílabas, elas são definidas como indivisíveis.
(Jamgön Kongtrül Lodrö Thaye, The Light of Wisdom)
Um mantra não é nem uma “palavra mágica” nem um “encantamento”. é um instrumento da representação e concentração mentais e por isso um recurso do poder mental (mas não de forças sobrenaturais). A raiz man significa “pensar”, enquanto o sufixo tra exprime um instrumento, um recurso de acionamento. O efeito do mantra não depende, por conseguinte, de sua entonação — este é outro mal-entendido amplamente divulgado —, mas sim da atitude mental, das associações conscientes e inconscientes que são criadas através da intuição e dos exercícios a ela ligados.
(Lama Anagarika Govinda, Reflexões Budistas)
A relação entre a fala, a respiração e o mantra pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra funciona. [...] Através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre uma determinada forma de energia. A energia do indivíduo está fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra. [...] É possível influenciar a energia externa, efetuando os assim chamados “milagres”. Tal atividade é realmente o resultado de se ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a capacidade de comando sobre fenômenos externos.
(Caso você não consiga visualizar o vídeo, clique no link a seguir: Mantra Vajra Guru Mantra: Om Ah Hum Vajra Guru Padma Siddhi Hum


(Chögyal Namkhai Norbu, Dzogchen)
Para contar as recitações, geralmente se utiliza um rosário (sânsc. mala,japamala, tib. trengwa phreng ba) de cento e oito contas. Na prática, considera-se que uma volta do rosário equivale a cem mantras; os oito restantes servem para compensar os mantras recitados distraidamente.
O mantra mais conhecido do budismo tibetano é Om Mani Padme Hum (os tibetanos pronunciam Om Mani Peme Hum), associado ao bodhisattva da compaixão, Avalokiteshvara. Nesse mantra, a sílaba Om representa a presença física de todos os budas. A palavra Mani, que em sânscrito significa jóia, simboliza a jóia da compaixão de Avalokiteshvara, capaz de realizar todos os desejos. A palavra Padme significa lótus, a bela flor que nasce no lodo; do mesmo modo, devemos superar o lodo das negatividades e desabrochar as qualidades positivas. A sílaba Hum, representando a mente iluminada, encerra o mantra.
Recitação do mantra:
Namo Ratna Trayaya, Namo Arya Jnana Sagara, Vairochana, Byuhara Jara Tathagataya, Arahate, Samyaksam Buddhaya, Namo Sarwa Tathagate Bhyay, Arhata Bhyah, Samyaksam Buddhe Bhyah, Namo Arya Avalokite shoraya Bodhisattvaya, Maha Sattvaya, Maha Karunikaya, Tadyata, Om Dara Dara, Diri Diri, Duru Duru Itte We, Itte Chale Chale, Purachale Purachale, Kusume Kusuma Wa Re, Ili Milli, Chiti Jvalam, Apanaye Shoha 
(Caso você não consiga visualizar o vídeo, clique no link a seguir: Mantra Avalokiteshvara)


Os mantras nem sempre possuem um significado claro e muitos deles são compostos por sílabas ap




emente ininteligíveis. Mesmo assim, eles são efetivos porque ajudam a manter a mente quieta e pacífica, integrando-a automaticamente na concentração. Eles fazem a mente ser receptiva às vibrações muito sutis e, portanto, aumentam sua percepção. Sua recitação erradica as negatividades grosseiras e a verdadeira natureza das coisas pode ser refletida na claridade resultante em sua mente.
(Lama Zopa Rinpoche, Wisdom Energy)
Como atuam os mantras? O som exerce um poderoso efeito sobre nosso corpo e nossa mente. E pode acalmar-nos e dar-nos prazer ou ter influência desarmoniosa, gerando uma sensação sutil de irritação. O mantra é ainda mais poderoso do que um som comum: é como uma porta que se abre para a profundidade da experiencia. Visto que os mantras não têm sentido conceitual, não evocam respostas predeterminadas. Quando entoamos um mantra, ficamos livres para transcender os reflexos habituais. O som do mantra pode tranqüilizar a mente e os sentidos, relaxar o corpo e ligar-nos com uma energia natural e curativa.
(Tarthang Tulku, A mente oculta da liberdade)
Recitamos e meditamos sobre o mantra, que é o som iluminado, a fala da divindade, a união do som com a vacuidade. [...] Ele não possui uma realidade intrínseca, é simplesmente a manifestação do som puro, experienciado simultaneamente com sua vacuidade. Através do mantra, não nos apegamos mais à realidade da fala e do som encontrados no cotidiano, mas os experienciamos como sendo vazios. Então, a confusão do aspecto da fala de nosso ser é transformada na consciência iluminada.
(Kalu Rinpoche, The Dharma)


Fonte:http://sobrebudismo.com.br/

Postagens mais visitadas deste blog

CANTO GREGORIANO - A MAIS ANTIGA MANIFESTAÇÃO MUSICAL DO OCIDENTE

Canto Gregoriano, ou Cantochão, é o nome que se dá à música monofônica, de apenas uma melodia, sem acompanhamento. Seu nome deriva do papa Gregório I, que comandou a igreja entre 590 e 604. Gregório I empreendeu uma reforma na igreja e passou a implementar este tipo de canto nas celebrações religiosas.

HISTÓRIA DO CANTO GREGORIANO

O canto gregoriano é a mais antiga manifestação musical do Ocidente e tem suas raízes nos cantos das antigas sinagogas, desde os tempos de Jesus Cristo. Os primeiros cristãos e discípulos de Cristo foram judeus convertidos que, perseverantes na oração, continuaram a cantar os salmos e cânticos do Antigo Testamento como estavam acostumados, embora com outro sentido, à medida que os não judeus gregos e romanos foram também se tornando cristãos, elementos da música e da cultura greco-franco-romana foram sendo acrescentados às canções judaicas.
O período de formação do canto gregoriano vai dos séculos I ao VI, atingindo o seu auge nos séculos VII e VIII, quando fo…

GREGORIAN : CANTO GREGORIANO INSPIRADO EM VERSÕES MODERNAS DE MÚSICAS

Gregorian é um projeto musical alemão liderado por Frank Peterson cantando cantos gregorianos inspirados em versões modernas das músicas dos anos 60, 70, 80, 90 e 2000, tornando-a mística e mais apreciada pelo gosto comum. O 'brilho' vocal de 8 vozes melodiosas, combinadas com imagens gravadas em ambiente de cunho religioso, dão o resultado que vemos em seus videos ou espectáculos ao vivo imemoráveis.
Originalmente, Gregorian foi considerado como mais um grupo pop-oriental no estilo de Enigma. Em 1998, Peterson e seu pessoal reinventaram o projecto para transformar sons populares em estilos gregorianos, tornando excelso aquilo que seria mais 'profano'.
Os membros do grupo do coro são: Richard Naxton , Johnny Clucas , Dan Hoadley , Chris Tickner , Richard Collier , Gerry O'Beime, Lawrence White e Rob Fardell.

Gregorian é um projeto musical alemão, liderado por Frank Peterson, cantando cantos gregorianos inspirados em versões modernas das músicas pop e rock

DEVA PREMAL E MITEN - ANTIGOS MANTRAS SÂNSCRITOS INDIANOS EM CONTEMPORÂNEA ATMOSFERA

Deva Premal e Miten




Deva Premal em contraste com o estilo de vida rock'n'roll de Miten criada em uma atmosfera de mantra e disciplina espiritual.
Nascida na Alemanha em 1970 de um artista místico pai / mãe e um talento musical, ela aprendeu violino, piano e recebeu treinamento de voz.

Na época, ela tinha cinco anos, ela já estava cantando o Gayatri Mantra diáriamente, e desde então ela continua a integrar a meditação em sua vida.
Ela estudou Shiatsu, Reflexologia, Massagem e Terapia craniossacral, mas a música continua a ser seu primeiro amor.

Meu pai foi no caminho espiritual desde os anos 50, estudando Yoga, escrituras e quaisquer livros estavam disponíveis na época, tornando-se sua disciplina diária para meditar todos os dias entre 3 e 5 da manhã", diz ela.
"Quando eu estava crescendo, ele desenvolveu exercícios para minha irmã e eu, para nos ajudar a nos tornar mais consciente do momento.
Quando criança, ela estudou violino e piano, mas parou até que ela conheceu Mite…